Boi gordo dispara com febre aftosa na China no radar, escassez de oferta e entrada salarial
Escassez de oferta, exportações aquecidas e tensão sanitária no maior comprador global, febre aftosa na China, impulsionam a arroba do boi gordo e mudam o jogo entre pecuaristas e frigoríficos.
O mercado do boi gordo no Brasil vive um dos momentos mais firmes dos últimos anos, com uma combinação rara de fatores que vêm sustentando a valorização da arroba e elevando o poder de barganha do pecuarista. Oferta restrita de animais terminados, escalas de abate curtas e exportações aceleradas — especialmente para a China — têm criado um ambiente de disputa intensa pela matéria-prima, levando os preços a novos patamares e abrindo espaço, inclusive, para negócios inéditos.
Nos últimos dias, o mercado foi surpreendido por negociações pontuais já na casa dos R$ 400/@, um nível considerado histórico e que reforça a percepção de que a arroba ainda pode buscar novos tetos no curto prazo — especialmente em lotes premium e com padrão exportação.
Esse movimento não ocorre isoladamente. Ele está diretamente conectado a uma dinâmica global e interna que vem pressionando a cadeia produtiva e redefinindo o equilíbrio entre oferta e demanda.








