TRABALHO E GESTÃO
Fim da escala 6x1 já é realidade: veja o que muda para empresas e quanto isso pode custar
Nova regra reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho e mantém o salário. Para empresários, o desafio agora é entender como a mudança afeta escalas, custos e a necessidade de pessoal.
O fim da tradicional escala 6x1, em que o trabalhador atua seis dias e descansa um, deixou de ser apenas uma discussão no Congresso e passou a exigir atenção imediata das empresas brasileiras.
Promulgada em outubro de 2026, a nova regra estabelece uma transição na jornada de trabalho, preservando a remuneração dos empregados e alterando gradualmente a quantidade máxima de horas trabalhadas por semana.
- dois dias de repouso semanal;
- redução inicial da jornada máxima de 44 para 42 horas;
- posterior redução para 40 horas semanais;
- manutenção da remuneração mensal;
- necessidade de revisão de escalas e cobertura de horários em diversas atividades.
A mudança atinge diretamente empresas que dependem de funcionamento contínuo
Comércio, restaurantes, supermercados, agroindústrias, logística, serviços, cooperativas e outras operações que precisam manter equipes durante vários dias da semana estão entre os setores que terão de analisar com maior atenção a distribuição dos funcionários.
Milhões de trabalhadores brasileiros estão atualmente inseridos em jornadas organizadas no modelo 6x1, o que torna a mudança especialmente relevante para empresas que dependem de atendimento ou produção contínua.
Para o trabalhador, a mudança significa mais tempo de descanso. Para o empresário, entretanto, surge uma pergunta prática:
Como manter o mesmo horário de funcionamento com menos horas disponíveis por empregado?
De 44 para 40 horas: uma conta que o empresário precisa conhecer
Quando um empregado passa de 44 para 40 horas semanais mantendo o mesmo salário mensal, cada hora de trabalho se torna proporcionalmente mais cara.
Isso não significa que toda empresa terá automaticamente aumento de 10% na folha de pagamento. O efeito final depende de fatores como horários de funcionamento, produtividade, banco de horas, redistribuição dos turnos e eventual necessidade de contratação.
É justamente por isso que fazer a conta antes de tomar decisões pode evitar tanto contratações desnecessárias quanto falta de pessoal em horários importantes.
Sua empresa já calculou esse impacto?
O Margem em Dia foi desenvolvido para empresários, gestores e cooperativas simularem o efeito da mudança, compararem cenários de equipe e organizarem o planejamento antes de alterar escalas ou contratar.
CALCULAR O IMPACTO NA MINHA EMPRESA →Não basta simplesmente trocar a escala
Uma empresa que funciona de segunda a sábado, por exemplo, pode precisar redistribuir folgas, alterar horários ou verificar quantas horas de atendimento deixarão de estar disponíveis.
Em operações maiores, uma diferença aparentemente pequena por funcionário pode representar centenas de horas por mês quando multiplicada por toda a equipe.
O planejamento deve considerar não apenas salário, mas o custo completo do trabalhador, a cobertura necessária em cada horário e as regras específicas aplicáveis à categoria.
Ferramenta ajuda empresário a transformar a mudança em números
O Margem em Dia reúne calculadoras para equipes com empregados, geração de resumo em PDF, guia prático sobre a mudança e recursos para auxiliar o empresário na preparação da sua operação.
A proposta é permitir que o gestor chegue à conversa com contador, RH ou assessoria já sabendo quais pontos precisam ser analisados.
A jornada mudou. Agora é hora de conferir se a conta fecha.
Informe os dados da sua equipe, compare os cenários e prepare sua empresa para a transição da jornada.
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