Boi gordo segura pressão dos frigoríficos e setembro pode abrir espaço para nova alta da arroba
Por Rafael Pereira
28/04/2026 09h00
Oferta restrita de animais terminados impede avanço das baixas, enquanto menor presença de fêmeas nos abates, demanda por boi-China e novos estímulos às exportações podem mudar o jogo nas próximas semanas.
O mercado do boi gordo chega à última semana de agosto em uma espécie de queda de braço entre frigoríficos e pecuaristas. De um lado, indústrias aproveitam o consumo doméstico mais fraco e a desaceleração momentânea das exportações para testar preços menores. Do outro, a oferta enxuta de animais terminados tem permitido ao produtor resistir às propostas abaixo das referências, impedindo que a pressão compradora se transforme em uma queda generalizada da arroba.
A fotografia atual, portanto, é de estabilidade com pressão baixista no curtíssimo prazo, mas com fundamentos que começam a colocar setembro no radar para uma possível retomada das cotações. Segundo a Scot Consultoria, no interior paulista, o boi gordo comum estava cotado em R$ 347 por arroba, enquanto o chamado boi-China alcançava R$ 350/@, considerando valores brutos e a prazo no levantamento de 21 de agosto.










